Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Só não duvido da fé

Do tipo se lascar meu!
Ah! Prestatenção!

O mundo para por que a tal da menina do vestido rosa da Uniban foi expulsa da universidade. Depois, o mundo volta a rodar pq ela foi aceita de volta e ainda recebeu bolsa de duas outras UNIS da vida.

Tempo bom era aquele onde as pessoas se preocupavam menos com a roupa que a Madonna estava usando quando chegou ao Brasil e mais com o que ela veio fazer aqui. Veio tratar de uma situação mal resolvida que envolve drogas, prostituição, fome, falta de educação, de recursos, de vergonha!

Tempo bom era quando as pessoas se preocupavam com a queda de um muro que dividiu o mundo por 29 anos.

Medíocre é saber que muitos passaram pelo mesmo processo que eu, estudar por 4 anos, correr por conta de uma prova, não dormir por conta de um trabalho, não comer pra conseguir terminar o TCC e depois, quando acaba a vida acadêmica e começa a profissional pronto, os princípios, as correções, a ética, a técnica e tudo o mais, são jogados fora, junto com o diploma que já não é obrigatório. E vira tudo massa de bolo mesmo. Junte as letras, as palavras, as frases, os parágrafos e pronto.

Duvidar do que. Se isso já estava pronto. Só faltava preencher as lacunas.

Domingo, 25 de Outubro de 2009

Uma vontade louca de sumir

Já ouvi falar de tantas coisas: depressão, tristeza, dor, rancor, mágoa. Mas, nunca ouvi dizer de alguém que é, de maneira tão espontânea, feliz cheia de vontade de viver estar de saco cheio disso tudo.

De saco cheio, sabe como é?

Assim olha:

Acorda cedo: cobrança

Vai tomar café: cobrança

Chega no trabalho: cobrança (até ai tudo bem)

No almoço: cobrança (olha a balança)

Na saída do trabalho: cobrança

Na academia: auto-cobrança

Chega em casa: cobrança

Deita e não dorme, por que fica pensando em todas as cobranças.

E isso acontece o tempo todo, de domingo a sexta, sem parar, por todos os lados, por todos os meios, de todas as formas, de quem a gente espera e o que é pior, de quem a gente não espera.

Salvo um dia, onde todas as cobranças valem a pena, o sábado. Fora isso são cobrançás e mais cobranças de quem não esta satisfeito, de quem quer mudar tudo ou de quem quer tudo do mesmo jeito, do seu jeito.

Queria sumir, por uns dias, desaparecer. Me cobrar, de tudo o que eu não tenho feito para mim, cobrar o tempo em que eu passo resolvendo as cobranças dos outros.

Sumir daqui, dali, e de todos os lugares. Me encontrar em mim, nesse lugar que eu me perdi faz tanto tempo.

Não me importo em ser cobrada. Faz parte da vida. É o sentido da vida, afinal, por mais que rico, importante, famoso que uma pessoa seja, de alguma maneira, ele serve alguém.

E por esse motivo eu não me importo em servir. Eu só queria que em meio a tanto serviço e cobrança alguém estivesse de olho, que enxergasse o esforço, que dissesse apenas um valeu!

Mas até isso ta difícil.

Um desabafo foi apenas um desabafo.

Por que pra mim também não é fácil.

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

E quando o caos segue em frente com toda a calma do mundo

Devaneios a parte, eu estou indignada.
Indignada com as pessoas, com as coisas e com o mundo ao meu redor.
Sabe quando se olha para o lado e não se enxerga pessoas, enxerga um monte de iguais enfileirados, brigando pelo melhor, vendo vantagem em tudo, maltratando pessoas, passando por cima, não dando importância, comendo mais, fumando mais, bebendo mais. Com menos valores, menos princípios, menos saúde, menos amor!

Ninguém se conhece, ninguém se olha, você não sabe quem anda do seu lado todo dia, quem como na mesma mesa, quem entra no mesmo elevador, quem esta na janela do lado.

Parece meio piegas e é piegas. As pessoas se preocupam como estão vestidas, mas, não se preocupam com o que sai da própria boca que é aquilo que mostra seu coração.

Fico com o coração apertado e sei que muita gente nem enxerga.

Coisas estranhas, pessoas estranhas, gestos estranhos. Mundo insano. E calmo estranhamente calmo. Como se nada estivesse acontecendo.

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Eu me divirto

Nada como viver bem, nénão!
Nada paga sabe. Acordar sorrindo e ir dormir sorrindo mesmo com todos os problemas do dia e ainda ser capaz de olhar para o céu e agradecer a Deus até mesmo pelas dificuldades, isso é sensacional.
Sei lá, eu gosto de ser assim, rir das coisas da vida, o que não quer dizer que eu não levo a vida a sério, muito pelo contrário, levo minha vida muito a sério tanto que muitas vezes deixo pra lá as coisas ruins, deixo pra lá meu ego, meu orgulho, visto a camisa da turma “do deixa disso” e toco a vida.
Não adianta remoer as coisas ruins, não adianta bater boca com o passado, de nada vale querer mudar o "MUNDO" dos outros.
O que há de bom deve sair do coração, mostrar os dons, as habilidades e aquilo que se sabe fazer. De tudo que eu sei fazer, tem uma coisa que eu sei fazer e muito bem, é saber fazer sorrir e eu adoro isso. Adoro mesmo. Adoro pessoas sorrindo ao meu lado, adoro a alegria e adoro viver feliz.
Deixar transparecer esse sentimento me trouxe muitas coisas boas, é a minha chave mestra, abre qualquer porta, desvenda qualquer segredo e me aproxima de pessoas de diferentes estilos de vida e isso não me cansa.
Agrega a minha vida uma série de sentimentos bons. E saber que tenho pessoas boas ao meu lado renova o coração.
Ser feliz é tudo que há de bom e fazer feliz é tudo que há de melhor.

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

EREI!

Final de semana bão. Mais que bão.
Começa assim, sexta-feira a pessoa chega em casa às 21h, tudo bem!
Ai ta, sábado mais do que normal, o trabalho árduo de sempre que eu adoro. Mai tarde, mais ou menos à meia noite resolvo lavar a louça e mandar para o ralo um resto de feijoada que estava no freezer há mais ou menos uns 3 meses, mais esperta que todo mundo, eu viro o balde de feijoada no vaso sanitário, múmia que sou ainda aperto a descarga, Lega da minha parte então, fiquei até às 2h da matina tentando desentupir aquela merda, literalmente. EREI!
Domingão volto a mesma epopéia e eis que NADA, joguei água quente, chuchei com o desentupidor, joguei tanta água quente naquela merda que a privada da minha casa estava mais limpa que o prato da padaria aqui do Itaim onde a gente almoça, de verdade. E o pior, eu sou tão ignorante que não tive a idéia de comprar uma soda caustica, ou qualquer outra bagaça dessas que desentope tudo quanto é coisa.
Mas meu noivo pensou nisso, e bem na hora que eu tava ascendendo um morteirão pra explodir aquela merda ele apareceu com a solução, um bonito dum pote laranja, um desentupidor e muita força... UFA! Tá bão pra vocês?

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Mais nem a pipoca...

Foi assim:
Um pouco de febre na madrugada, nariz entupido, dor de cabeça, nada de dormir, nada de bom na TV pra assistir. Ok! Fui vencida.
Próxima página são 6h da manhã, eu consigo pegar no sono. Ok! Já são 8h é hora de levantar e cadê a vontade que estava aqui? Sumiu, há uns dois anos atrás.
São 9h, agora é hora de levantar de verdade. Levanta, toma banho, arruma o cabelo, escova os dentes, pede uma carona para o noivo (pq se não fosse ele, ai de mim, eu não chegava aqui hoje), entra no metrô... ... ... ... 40 min para chegar à estação de desembarque, tudo bem, pelo menos eu estava sentada. Desce vai para o ponto, que por sinal estava alagado e sem teto, entra no bumba, trânsito... lalala... "MP4 minha vida é você". Chega ao escritório, de cara com a chefa. Volta para o começo da história, dor de cabeça, nariz entupido, ESPIRROS, é isso mesmo, espirros.
Diálogo:
- Atchim!
- Saúde!
- Atchiiimmm!
- Saúúúúde!
- Obrigada!
- Oinc! Oinc! Oinc!
Sim isso foi uma piada... E o pior, ela repetiu!
Vamos pedir o almoço, bora, então tá. Chega o rango...
Cadê meu feijão? Roubaram meu feijão! Isso mesmo o prato não tinha feijão. Arroz, bife e fritas... Água para compensar tudo que estava seco.
Mais tarde...
- Que tal uma pipoca?
- Eu prefiro brigadeiro!
- Que tal pipoca com brigadeiro?
- Topo, topo sim!
- R$ 1,20 pra cada... Até que ficou barato vai!
Daqui a pouco... Barulho na porta. Sinto uma oscilação cardíaca, não, não é a pipoca. Não é o Bin Laden de avião, era ela, a chefa... Acabou com a tarde...
Mais de meia hora depois chegou a pipoca light, a coca zero e o leite condensado para o brigadeiro... Mas não deu! ERAMOS... sem pipoca, sem brigadeiro... no máximo uma coca zero pra acabar com esse sono. EREI!

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

De dentro

É como sair depois de ter acabado de entrar.
E depois é ficar como se tivesse acabado de chegar, sem saber de nada.
Ficar assim parado é meio sem sentido, como se de repente fugisse o tempo, bem ali onde eu parei.
É mais devagar do que correr. É tão intediante quanto caminhar. É quase não sair do mesmo lugar. Ou melhor, é ficar parado mesmo.
Talvez eu não enxergue ou talvez, bem, ou talvez seja isso mesmo.
É mais fácil ou mais difícil não entender?
O que se torna entrópico dentro da minha própria ótica pode ser que for ou então... ou então vai ver é só isso mesmo.
Sem lamentar, o que passa é bem simples e passa. E depois vai embora, ou então eu vou embora.
O que não deixa de acontecer é andar aqui no meio, de dentro para dentro sem sair daqui.
Os momentos que não passam podem deixar de acontecer.
Ouvir jazz já não muda mais.
Assistir Wells talvez mude alguma coisa, mas, não será nada além...
O resultado não pode estar tão profundo, talvez um pouco distante.
A resposta continua de dentro para dentro.
E nunca para fora... nunca de fora.
Primeiro restringir ... depois atingir.
A ponto de chocar, como o tempo.
O que não pode é vim de fora... é sempre de dentro.
A ponto de transformar como o fogo.
Assim, sem deixar de restringir.